terça-feira, 1 de janeiro de 2013

experimentar o experimental

viver o que há pra ser vivido, sem olhar pros lados, só sentir de dentro pra fora. inspirar o ar novo, expirar o ar usado, já aproveitado, respirar produtivamente, fazendo do oxigênio energia e não só fonte de sobrevivência, mas alimento pra vida. e fazendo do hábito de absorver o que é bom e expulsar o que não é, exercício constante pra alma. cultivando o bem, o bom e belo. tal é o plano.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Onde?

É de olhar pra trás e lembrar como foi, esperar que seja de novo sabendo que nunca mais será. Mas por algum motivo, que é claro, você continua esperando o impossível. Mania idiota de esperar pelo que não vem, pelo que já foi ou pelo que nunca foi e nunca será. Enquanto isso o hoje se vai e você nem sente, fica parada pensando no que foi sem realmente ser e esperando o que vem sabendo que nunca virá. Excesso do que não é faz mal ao coração, faz mal pra alma, não deixa andar pra frente nem ser de verdade, te faz permanecer na dúvida do ser e na instabilidade do não ser. É preciso olhar pra frente.

Do bem ao amor

Não fazer o mal. Taí uma missão e tanto! Todo o bem que se deixa de fazer caracteriza-se como o mal feito. É preciso, imprescindível, fazer o bem à vida. Fazer bem a si mesmo e ao outro com o sorriso sincero no rosto, carinho na palavra, amor no olhar, afeto no toque. Assim, dando amor com amor, recebe-se em troca, sem prazo estipulado em igual validade, amor! É assim de funciona a lei da vida, você colhe o que você planta. Taí a missão: fazer o bem, evitar o mal, ser amor e dar amor! Simples missão! Coloquemos em prática.

domingo, 23 de setembro de 2012

sobre pontes

eu queria poder fugir, recomeçar, tentar alguma coisa nova, fazer o que eu nunca fiz, ou só queria fazer melhor o que eu fiz, conseguir melhorar o que vem de dentro, fazer por onde. é tão difícil dar o primeiro passo. parece um milhão de entraves que se resumem num único: eu! quanta dificuldade de superar os próprios preconceitos, as barreiras que eu mesmo crio, os obstáculos que eu coloco na finalidade de me autosabotar. quero ser melhor do que eu fui ontem, quero fazer o bem, pra mim e pra quem tá por perto. quero rir e fazer rir, quero ter alegria e dar alegria. quero momentos melhores, coração tranquilo, peito aberto, sorriso no rosto, olhos brilhando. quero mais, quero melhor, uma vida por inteiro, sentida a fundo, com desejo, com amor, com esperança.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

esperança

esperança é luz, esperança é calor, esprança é carinho, esperança é alegria, esperança é amor, esperança é fé, esperança é certeza de seguir em frente mesmo sem saber pra onde está indo, esperança é certeza de que em algum lugar há alguma coisa boa esperando, esperança é brilho dos olhos de quem tem medo mas não desiste, esperança é aquilo que move a vida...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Filosofias sobre tédio e ansiedade

Liga o computador
Acessa o facebook, sai do facebook
Toma água
Come chocolate, come biscoitinho
Deita na cama
Levanta
Pega um livro
Desiste de ler depois de estacionar em um capítulo por 8 minutos
Sai do quarto, senta na sala
Olha pros lados
Fecha os olhos
O cérebro está incapaz de me distrair também
Volta pra cama
A cabeça volta a pensar em coisas inúteis
E chatas
Quero diversão
Vou sair... nada pra fazer na minha humilde cidade pequena
Bebe mais água
Entra no facebook
Anda na casa
Anda na casa
Olha pro teto
Que chato, que chato, que chato, que chato
Vou escrever sobre tédio e ansiedade

terça-feira, 15 de maio de 2012

Quem sabe?


Ontem eu assisti a um filme chamado Loucos de paixão, filme de 1990 que contava a história de Max, um jovem judeu, de 27 anos, bem sucedido, viúvo, que andava triste, sentindo pena de si mesmo, e que num dia bem inesperado conhece que se apaixonava por Nora, uma garçonete de 43, que também já conhecia a dor de perder alguém que amava, seu filho. Nora, é um pobre, uma típica trabalhadora, sem o menor jeito pra lidar com a classe média alta, a classe a qual Max pertence e que está acostumado a lidar.
Todos os seus amigos vivem a vida esperada, com esposas jovens, filhinhos, trabalhos perfeitos, fazem a social. Mas ele sente vergonha dela, ela não tem educação para lidar com aquelas pessoas, não teria modos pra conversar com eles, ela vive outra realidade.
O filme faz um crítica linda e voraz ao perfeito, ao esperado, ao as pessoas acham que deve ser, ao que nós mesmo passamos a vida acreditando (porque nem sempre nos questionamos, ou não conhecemos nada melhor) que deve ser).
Max conhece uma outra realidade, uma maneira melhor de viver (melhor pra ele, que o faz feliz) - você precisa assistir ao filme pra entender tudo o que acontece - em que toda aquela ostentação da classe média alta, aquela hipocrisia não fazem mais o menor sentido, ele descobre aquilo que algumas pessoas já nascem sabendo, que outras levam uma vida pra descobrir e que outras morrem sem saber: que são as pequenas coisas da vida importam, e que vale a pena ser feliz hoje, vivendo o momento.
A grande vantagem de assistir a filmes assim é que você se pergunta: O que realmente eu quero da minha vida? O que eu vou fazer dela hoje? Por que amanhã?
E pra finalizar, em um momento decisivo do filme, Max faz a seguinte pergunta: Como você sabe quem (ou o que) é perfeito pro outro?