o pensamento não para, busco distrações, meios, escapes, e, ainda assim, ele insiste em voltar naquele passado já tão distante, naquela ferida ainda aberta
as sensações são revividas com memórias difusas, um misto de saudade com amargor
nada mudou. mas tudo mudou
não sei se continuo a mesma ou se sou outra
tenho dúvidas, dívidas, temores
tenho desejos, ansiedades, insatisfações
quero que o tempo passe, mas também quero viver o tempo passando
quero que o amor domine tudo que for dor
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Gelo
Meu coração não sabe mais o que é amar.
Ama tanto, intensamente, qualquer coisa que não se pode se tocar
O que vem perto,
O que tá certo,
Pouco importa
Uma pedra de gelo se pôs em seu lugar
O que deseja tanto, tanto não sabe valorizar
Tem nas mãos tantas possibilidades
E delas se esquiva pra lá e pra cá
Como reaprender a sentir de verdade?
Como derreter esse gelo arrepiante?
O caminho a seguir é um mistério
E o vazio que se perpetua um martírio
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
frequência cardíaca
não sei dizer nem pensar direito sobre as complexas relação humanas. as minhas, acredito que como a de todo mundo, não são nada fáceis. sentimentos confusos, bandidos, que me afastam e me aproximam das pessoas, que me machucam, que me alegram, esses estímulos que vem de dentro, nem sempre controláveis, e que possuem a força pra construir e destruir... tudo.
sei que a vida não é linear, não há um sequência prevista de fatos, pelo contrário, cheia de altos e baixos, tá sempre surpreendendo a todos. comigo não poderia ser diferente, dias de bem, dias de mal, de mim para comigo, de mim para com o próximo, do próximo para comigo, tudo junto ao mesmo tempo fazendo da vida esse movimento marítimo que às vezes enjoa, às vezes agrada, às vezes assusta, às vezes encoraja.
mas e nos dias difíceis, e nos dias em que tudo conspirou para a autosabotagem, e falta tudo, menos o peso. o sono não relaxa, o sol não brilha como deveria, a chuva não lava a alma, o sorriso não conforta, o abraço oprime. o peito pesa.
fica só o desejo linearidade, não seria melhor uma vida sem emoções?
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
a dor
A dor, mais que qualquer outro sentimento, tem o poder de nos fazer refletir a respeito de tudo, do tempo em que vivemos, da atitude que tomamos com relação aos nossos e a nós mesmos, do que queremos e se estamos trabalhando para conseguir. Na dor, por mais que culpemos a um outro, sabendo que nossa é a responsabilidade pelo que pensamos e sentimos, somos capazes de pensar com mais clareza nos erros que cometemos, nas atitudes que podemos (e que na maioria das vezes devemos) mudar, porque é melhor pra gente, porque vai fazer com que um sentimento de satisfação nos domine, um sentimento de dever cumprido, aquele, que quando você percebe que não tá fazendo nada direito, que é um sr humano estático, que não contribui pra melhorar a vida de ninguém, nem a sua própria, some, e você não sabe mais como se sentir útil. Essa dor, assim como muitas outras dores morais, é válida, é capaz de transformar-te num ser humano melhor, desde que permaneça na memória, que seja aproveitada e reciclada, principalmente. Duro é encará-la. Aceitar suas próprias falhas, a responsabilidades de suas “mazelas”, de seus momentos ruins e lutar para melhorar a si próprio e buscar melhorar.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
não sei
é como um bombardeio de informações que vem de dentro. tento não recebê-las, mas tenho a sensação de que elas tem mais força do que eu. e quando paro pra pensar nisso me dou conta de que elas sou eu, e fico confusa, sem saber se sou capaz de controlá-las ou não. ao mesmo tempo em que desejo isso, desejo compreender o que se passa, e se elas sou eu e, se é preciso conhecer-me a mim mesmo, devo oferecer-lhes alguma atenção. mas a tempestade que me causam, a nuvem de sentimentos que não sei definir, hora bons, hora ruins, hora anestésicos me deixam ainda mais sem rumo e sem ação. e acabo sem saber se elas são realmente eu, se eu as comando ou se não sei quem somos. e nessa dúvida infinda continuamos a conviver sem bem nos conhecer como poderíamos, ou deveríamos, e eu continuo refletindo sobre o que fazer com isso.
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