sábado, 15 de outubro de 2011

Arte Paradiso


É bonito como a arte é capaz de invadir a vida de uma pessoa. Ela é capaz de preencher todo o espaço vazio da vida, ocupar todo o tempo que se tem e manter o sorriso no rosto. Não é difícil perceber isso. Todo mundo deve ter um amigo artista, um músico, um ator, um artista plástico, alguém que tem a arte na vida, e que sempre escapa pra ela, se pudesse viveria dela e não abre mão de tê-la por perto.
Cinema Paradiso mostra isso de uma forma muito interessante. Enfatiza não só a força da arte na vida de um amante do cinema, mas também a importância de se ter apoio, de alguém que acredite, que incentive aquele que ama, mas que tem dúvidas se realmente deveria tentar.
Totó tem o apoio do amigo Alfredo, projecionista do Cinema Paradiso, que ensinou tudo que ele sabe, acobertou suas mentiras de criança para ir ao cinema, apoiou seu sonho, sua sede de cinema, aconselhou em tudo que foi possível, foi o incentivo, ou o chute, que ele precisava para correr atrás de seu sonho e alcançar seus objetivos.
Começo falando de amor a arte, passo pela bela a amizade nascida desse amor, que mesmo a distância permanceu viva na memória. Lembranças dos conselhos tão vívidos, tão fortes, dos momentos que só dois amigos são capazes de conhecer. Sentimentos que nunca morrem. Amizade que, graças a um amor comum - o cinema, eternizou-se.
Filme antigo, história atual, sentimento forte, marca profunda, arte sempre viva.





sábado, 8 de outubro de 2011

Silêncio


Talvez o maior segredo do homem.
O que faz um pessoa em silêncio?  
Quais os pensamentos que a assaltam?
Observar uma pessoa em silêncio não é só ver alguém que não está falando. É ver alguém que está dentro de si. Que olha pra dentro, que busca algo no fundo. A grande questão é: o quê ela busca?
Crianças costumam passar pouco tempo em silêncio, e quando o fazem, estão concentradas fazendo algo, mergulhadas numa ação.
Adultos, quando em silêncio, mergulham dentro de si.
Desafio.
Conhecer-se não é tarefa fácil. Ter clareza do que se pensa e sente ou só aceitar que somos uma grande confusão. Que a contradição é uma característica inerente do ser.
No silêncio, a gente aprende mais sobre o que sente, o que pensa, o que quer, o que não quer, mesmo que na prática as coisas sejam diferentes.
Auto-conhecimento é o caminho...


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Elas

     Acontece com todas elas. Primeiro elas começam a olhar os meninos e alguma coisa muda. Não são mais inimigos. Elas até gostam de ficar perto deles. Aí o corpo vai ficando estranho. Algumas partes mudam, o rosto se transforma, e os amigos dos nossos pais começam a chamar a gente de “mocinha”. Palavrinha desagradável quando você 11 anos de idade. Difícil saber o que ou quem você é. Suas bonecas ainda estão lá (no caso de meninas meio menino, ainda estão lá as bolinhas de gude), e você não sabe se brinca com elas ou se vai conversar assuntos de “mocinha” com as suas amigas.
    A mãe já não te deixa mais sair pra brincar só de shorts. E ainda te manda usar sutiã, aquela coisa que aperta, incomoda. Os meninos, na escola, reparam o que você usa debaixo do uniforme, que chato, e ainda ficam zoando.
    O pai começa a ficar meio ressabiado com seus amigos meninos. Fica perguntando se você já tem namorado. Fica reparando em você nas festinhas de aniversário. Implicando porque você está usando batom. Qual o problema, pai?
    E quando você resolve sair sozinha. O MUNDO VAI ACABAR. Eles acham que você é muito jovem pra isso. Mas vivem dizendo que já está bem grandinha pra um monte de coisas, como ter responsabilidade com as suas coisas. Gente louca!
    Mas o mais complicado é o que se passa dentro. Dentro da cabeça dela há um mundo de sonhos, de fantasias, de desejos, de medos, de controvérsias, de interrogações, de objetivos, de sentimentos, de músicas, de pessoas, de lugares, de tanto que nem se pode imaginar.
Duas músicas que traduzem isso de maneira bela e simples...




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ensaio sobre mim ou mil faces


Hoje sou legal e amo muito.
Hoje sou triste e não quero ver ninguém.
Hoje sou inteligente e leio Clarice.
Hoje sou disposto e quero desbravar o mundo.
Hoje sou cantante e gosto de Elza Soares.
Hoje sou quieto e não falo mais do que o necessário.
Hoje sou corajoso e posso enfrentar qualquer coisa.
Hoje sou dorminhoca e me recuso a levantar da cama.
Hoje sou cozinheira e faço pipoca.
Hoje sou internauta e passo meu dia no Facebook.
Hoje sou covarde e afogo minhas mágoas.
Hoje sou medroso e fujo do mundo.
Hoje sou romântico e escrevo cartas de amor.
Hoje sou amiga e ouço o que ela tem a dizer.
Hoje sou saudosa e vejo fotos.
Hoje sou vaidosa e escolho a melhor roupa.
Hoje sou do sol e vou a praia.
Hoje sou solitária e caminho sozinha.
Hoje sou do fogo e compro um isqueiro.
Hoje sou natural e ando nua.
Hoje sou alegre e bebo cerveja para ficar mais.
Hoje sou preguiçosa e assisto TV o dia todo.
Hoje sou do frio e uso casaco.
Hoje sou inspirada e escrevo um livro.
Hoje sou diferente e ouço Beirut.
Hoje sou esportista e jogo queimada.
Hoje sou excêntrica e ouço Ney Matogrosso.
Hoje sou da natureza e tomo banho de cachoeira.
Hoje sou criança e brinco de bolinha de gude.
Hoje sou irritada e rasgo meu livro.
Hoje sou criativo e faço uma caricatura.
Hoje sou artista e pinto a parede.
Hoje sou ociosa e corto papel.
Hoje sou radical e mudo tudo.
Hoje não sei quem sou, e descubro que posso ser o que eu quiser.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Às vezes...



Às vezes palavras
Às vezes gestos
Às vezes pensamentos
Às vezes olhares
Às vezes tristeza
Às vezes felicidade
Às vezes solidão
Às vezes multidão
Às vezes coração
Às vezes razão
Às vezes movimento
Às vezes paralizia
Às vezes arte
Às vezes violência
Às vezes silêncio
Há sempre uma reação

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A necessidade da palavra


Todo mundo precisa falar, precisa se expressar, precisa colocar pra fora o que sente e o que pensa.
Quando a gente tem 11 anos de idade é o nosso querido diário quem nos atura. Tão amigo, tão parceiro, sabe de nossos segredos mais profundos, e nunca conta pra ninguém.
Aos 15 a gente busca alguém com quem falar, alguém que ouve nossos desabafos, nossas opiniões e tudo o que não tem nome, mas a gente fala. É aquela pessoa que se pode chamar de melhor amigo. Te critica quando necessário, mas sempre te apoia.
Mas mesmo assim, aquele gosto de escrever, de se expressar por meio das mãos (seja com caneta, ou com o teclado) parece que não morre. A gente até pode passar um tempo ignorando essa ideia, rasgando os diários, fingindo que não é bem assim, mas o desejo não morre, ele fica lá, esperando uma oportunidade de sair.
E aí, com o advento da tecnologia, alguém, um ser que deve ser lembrado com carinho, inventou o BLOG. Legal essa ideia. Aí você, que como eu, gosta de escrever, resolve colocar lá as suas palavras, esperando do fundo do coração que alguém leia, comente, publique, sei lá!
Resolvi entrar nesse mundo! Quem sabe dá certo!