quinta-feira, 12 de abril de 2012

A menina que roubava livros foi roubada



Liesel pensou que Rudy seria eterno. Ela tinha certeza de que ele estaria sempre ao lado dela, certeza de que ele nunca a abandonaria, de que sempre estaria a seu lado quando fosse roubar o próximo livro, ou que salvaria os que já tinham sido roubados caso corressem algum perigo.

Eternizou as maçãs roubadas, os jogos de futebol, as corridas na rua, as brigas, a fidelidade que dois amigos de verdade tem, os olhares, a cumplicidade e tudo o que sentiam um pelo outro, mesmo com todas as maldades que ela fazia com ele, o que sentia era de verdade.

Até que um dia, Rudy vai embora. É roubado pelo destino, sem porquês, sem explicações (como se elas fossem necessárias), sem um tempo pra entender ou absorver, é um golpe certeiro e muito cruel.
- Por que, Rudy? Por que você me abandonou?

- Por que não pode correr comigo pra sempre?

- Por que eu tenho que ficar sozinha?
Agora ela não sabe o que vai fazer amanhã. Tentou fazer alguma coisa hoje mas não deu muito certo. Era mais divertido na companhia dele.
Talvez um dia ela encontre alguém que seja tão legal quanto ele...
Talvez amanhã ela esteja mais feliz. Liesel é forte, determinada e cheia de vida, não vai desistir.

terça-feira, 20 de março de 2012

Eu e o outro

Algumas coisas cabem a mim decidir. Mas não posso controlar as decisões de ninguém. Cabe a mim respeitar as escolhas, opiniões, conceitos e lidar com o que for possível, contribuir para melhorar quando e se me for permitido e tentar melhorar em tudo aquilo que me diz respeito. Porque, sem dúvidas, o inverso também se dá! 

domingo, 18 de março de 2012

Boas novas




Uma boa nova. Ela veio e fez sorrir aquele que hoje não esperava mais nada. De bondosos lábios uma boa notícia surgiu. Com lágrimas nos olhos, coração batendo acelerado, cheio de saudade e transbordando amor. Em algum lugar as coisas estão caminhando bem, e isso é suficiente, é bonito, faz amor maior ressurgir, faz o coração se aquietar e o pensamento relaxar. E então hoje será uma noite de sono tranquilo...


quinta-feira, 8 de março de 2012

Confusion


E um dia tudo volta e te deixa cheia de pontos de interrogação de novo.
Não dá pra saber direito o que se passa por dentro, o mais próximo de uma definição é o mundo te esmagando, mesmo sabendo que ele te ignora e continua fazendo a volta em torno de si mesmo como se nada estivesse acontecendo.
Tremendo egocentrismo. Mania de achar que o mundo gira em torno do meu umbigo. Mania de atenção. Carência, deve ser isso.
Sentimentos perdidos, que não sabem bem pra onde vão, que não sabem se organizar em meio a letras e formar palavras coesas, sentimentos maus, que oprimem, mas que não tem culpa, são criados, inventados, produzidos, induzidos, enfim.
Volta sorriso, eu sei que você tá aí. Não te permiti ir embora.
Isso, aparece, dá o ar da graça, ilumina o meu rosto.
Confusão. Gente louca.
Às vezes dá medo dessa coisa toda que se passa lá dentro. Esse negócio de psiqué é um tanto confuso.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dúvidas?



Em cima do muro
Nem pra frente nem pra trás
Não fode nem sai de cima
Em estado de choque?
Pra que tanta dúvida?
Se não se mover, nada vai mudar
Andar pra trás não resolve
Ficar parado não ajuda
Se lamuriar menos ainda

Pensa alto
Encontra uma solução
Encontra uma saída
Mesmo que te meta noutro problema
Importante é sair desse
Ou mudar de foco
E respirar novos ares

Paralisia
Não sabe o que fazer
Faça algo errado...
Mexa-se
O mundo não para
É preciso acompanhá-lo

ócio x movimento



Aproveito o ócio mas me canso dele. Preciso estimular a criatividade. Botar a cabeça pra funcionar, as mãos pra trabalhar, o corpo pra se movimentar. Encontrar um caminho, tentar chegar em algum lugar, mesmo que seja descobrir que é preciso continuar na busca. Escrever uma linha, desenhar dois palitinhos, pedalar 50 metros. Não importa o quanto, importa é que é bom, importa que faz bem, importa é continuar a fazer. Mas é preciso curtir o ócio, para querer se mover...