quarta-feira, 6 de junho de 2012

Filosofias sobre tédio e ansiedade

Liga o computador
Acessa o facebook, sai do facebook
Toma água
Come chocolate, come biscoitinho
Deita na cama
Levanta
Pega um livro
Desiste de ler depois de estacionar em um capítulo por 8 minutos
Sai do quarto, senta na sala
Olha pros lados
Fecha os olhos
O cérebro está incapaz de me distrair também
Volta pra cama
A cabeça volta a pensar em coisas inúteis
E chatas
Quero diversão
Vou sair... nada pra fazer na minha humilde cidade pequena
Bebe mais água
Entra no facebook
Anda na casa
Anda na casa
Olha pro teto
Que chato, que chato, que chato, que chato
Vou escrever sobre tédio e ansiedade

terça-feira, 15 de maio de 2012

Quem sabe?


Ontem eu assisti a um filme chamado Loucos de paixão, filme de 1990 que contava a história de Max, um jovem judeu, de 27 anos, bem sucedido, viúvo, que andava triste, sentindo pena de si mesmo, e que num dia bem inesperado conhece que se apaixonava por Nora, uma garçonete de 43, que também já conhecia a dor de perder alguém que amava, seu filho. Nora, é um pobre, uma típica trabalhadora, sem o menor jeito pra lidar com a classe média alta, a classe a qual Max pertence e que está acostumado a lidar.
Todos os seus amigos vivem a vida esperada, com esposas jovens, filhinhos, trabalhos perfeitos, fazem a social. Mas ele sente vergonha dela, ela não tem educação para lidar com aquelas pessoas, não teria modos pra conversar com eles, ela vive outra realidade.
O filme faz um crítica linda e voraz ao perfeito, ao esperado, ao as pessoas acham que deve ser, ao que nós mesmo passamos a vida acreditando (porque nem sempre nos questionamos, ou não conhecemos nada melhor) que deve ser).
Max conhece uma outra realidade, uma maneira melhor de viver (melhor pra ele, que o faz feliz) - você precisa assistir ao filme pra entender tudo o que acontece - em que toda aquela ostentação da classe média alta, aquela hipocrisia não fazem mais o menor sentido, ele descobre aquilo que algumas pessoas já nascem sabendo, que outras levam uma vida pra descobrir e que outras morrem sem saber: que são as pequenas coisas da vida importam, e que vale a pena ser feliz hoje, vivendo o momento.
A grande vantagem de assistir a filmes assim é que você se pergunta: O que realmente eu quero da minha vida? O que eu vou fazer dela hoje? Por que amanhã?
E pra finalizar, em um momento decisivo do filme, Max faz a seguinte pergunta: Como você sabe quem (ou o que) é perfeito pro outro?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A menina que roubava livros foi roubada



Liesel pensou que Rudy seria eterno. Ela tinha certeza de que ele estaria sempre ao lado dela, certeza de que ele nunca a abandonaria, de que sempre estaria a seu lado quando fosse roubar o próximo livro, ou que salvaria os que já tinham sido roubados caso corressem algum perigo.

Eternizou as maçãs roubadas, os jogos de futebol, as corridas na rua, as brigas, a fidelidade que dois amigos de verdade tem, os olhares, a cumplicidade e tudo o que sentiam um pelo outro, mesmo com todas as maldades que ela fazia com ele, o que sentia era de verdade.

Até que um dia, Rudy vai embora. É roubado pelo destino, sem porquês, sem explicações (como se elas fossem necessárias), sem um tempo pra entender ou absorver, é um golpe certeiro e muito cruel.
- Por que, Rudy? Por que você me abandonou?

- Por que não pode correr comigo pra sempre?

- Por que eu tenho que ficar sozinha?
Agora ela não sabe o que vai fazer amanhã. Tentou fazer alguma coisa hoje mas não deu muito certo. Era mais divertido na companhia dele.
Talvez um dia ela encontre alguém que seja tão legal quanto ele...
Talvez amanhã ela esteja mais feliz. Liesel é forte, determinada e cheia de vida, não vai desistir.

terça-feira, 20 de março de 2012

Eu e o outro

Algumas coisas cabem a mim decidir. Mas não posso controlar as decisões de ninguém. Cabe a mim respeitar as escolhas, opiniões, conceitos e lidar com o que for possível, contribuir para melhorar quando e se me for permitido e tentar melhorar em tudo aquilo que me diz respeito. Porque, sem dúvidas, o inverso também se dá! 

domingo, 18 de março de 2012

Boas novas




Uma boa nova. Ela veio e fez sorrir aquele que hoje não esperava mais nada. De bondosos lábios uma boa notícia surgiu. Com lágrimas nos olhos, coração batendo acelerado, cheio de saudade e transbordando amor. Em algum lugar as coisas estão caminhando bem, e isso é suficiente, é bonito, faz amor maior ressurgir, faz o coração se aquietar e o pensamento relaxar. E então hoje será uma noite de sono tranquilo...


quinta-feira, 8 de março de 2012

Confusion


E um dia tudo volta e te deixa cheia de pontos de interrogação de novo.
Não dá pra saber direito o que se passa por dentro, o mais próximo de uma definição é o mundo te esmagando, mesmo sabendo que ele te ignora e continua fazendo a volta em torno de si mesmo como se nada estivesse acontecendo.
Tremendo egocentrismo. Mania de achar que o mundo gira em torno do meu umbigo. Mania de atenção. Carência, deve ser isso.
Sentimentos perdidos, que não sabem bem pra onde vão, que não sabem se organizar em meio a letras e formar palavras coesas, sentimentos maus, que oprimem, mas que não tem culpa, são criados, inventados, produzidos, induzidos, enfim.
Volta sorriso, eu sei que você tá aí. Não te permiti ir embora.
Isso, aparece, dá o ar da graça, ilumina o meu rosto.
Confusão. Gente louca.
Às vezes dá medo dessa coisa toda que se passa lá dentro. Esse negócio de psiqué é um tanto confuso.

sábado, 25 de fevereiro de 2012