quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Decepção?!


É estranho esse tal sentimento a que as pessoas deram o nome de decepção.
Você espera que alguém faça alguma coisa de uma maneira e essa tal pessoa não faz o que você espera. Então, você fica decepcionado.
Eu sempre espero que os outros façam o que eu faria. Mas as pessoas pensam diferente. Algumas coisas me deixam magoada. Mas o outro não entende o porquê, porque isso não o magoaria.
Decepção dói porque faz você se sentir menosprezado, menos importante. Faz você sentir que quem o decepcionou pouco se importa com o que você sente.
Será egoísmo?
Eu to decepcionada.
Só pessoas que eu realmente gosto são capazes de me decepcionar.

E quantas pessoas eu já decepcionei? Agora isso me preocupa...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sobre médicos e amigos


Sofro de enxaqueca desde o início da adolescência. Não sabia disso. Sempre pensei que minhas dores de cabeça eram normais. Meio burrinha, um tanto inocente, convivi com elas por anos sem ter ideia da “gravidade” do problema.
Não vou morrer por ter enxaqueca. Já li em diversas fontes que estima-se que um terço da população mundial sofra de enxaqueca, e acredito que boa parte desse povo nem saiba o que tem, como eu não sabia.
Em consequência disso, passei boa parte das minhas TPM’s no hospital. Sim, o problema se agrava nesse período. E por diversos outros motivos: comida, desequilibrio emocional (isso não quer dizer que eu precise de um psiquiatra, e sim que se me aborrecer, tenho grandes chances de ir parar no hospital com uma dor de cabeça quase incontrolável).
Enfim. Numa dessas crises fui atendida por um médico muito simpático, o Dr Lenine, que como poucos médicos, resolveu conversar comigo antes de me dar o que eu tanto queria: um remédio que fizesse a minha dor passar.
Ele me fez diversas perguntas, inclusive se eu estava apaixonada. Disse que enxaqueca paixão causasse enxaqueca, porque pessoas apaixonadas não conseguem controlar os próprios sentimentos. E me contou da maior paixão da vida dele.
Depois, eu não me lembro porque, começamos a falar sobre livros (como se fosse novidade pra mim, as minhas conversas sempre acabam assim). Ele me perguntou se eu gostava de ler, o que eu gostava de ler, o que eu estava lendo. Parecia que queria fazer uma análise da minha personalidade através do meu gosto literário. Além, é ckaro, de me indicar vários livros! Adoro falar sobre livros, foi um grande prazer. Me perguntou também porque eu não escrevia um livro. Eu ri! Eu? Escrever um livro. Que piada.
Aí ele me contou que era escritor, que tinha vários livros publicados e que tinha um em particular que eu gostaria muito, chamava-se “Máximas e Mínimas”. Me falou do livro, era uma espécie de dicionário, um vocabulário da vida, me deu alguns exemplos, me deixou curiosa, eu quis comprar o livro. Ele disse que eu não encontraria pra comprar, mas que ele me daria um exemplar de presente e me pediu meu endereço. Não levei muita fé. Fiquei feliz com a consulta. Ele me receitou o medicamento que eu tanto queria e eu fui embora, esperando ansiosamente que a enxaqueca passasse!



Semanas depios, o livro chegou na minha casa! Eu não acreditei. Abri e logo comecei a ler. Era demais. Invejei aquelas definições. Porque eu nunca pensei nisso?
Porém, uma em especial mexe comigo até hoje. E depois de ler o texto do Rodolfo Viana no Papo de Homem, tenho mais certeza ainda do que li!



AMIGOS: IRMÃOS QUE A GENTE ESCOLHE!



Irmãos são aquelas pessoas que ficam pra sempre, mesmo que a gente não queria.
Amigos são aquelas que você escolhe pra ficar pra sempre.






PS.: escrevi todo esse texto pra poder falar de amigos!

Festivais de Rock!


O que é um festival de Rock?!

Esse ano fui em dois dias do Rock in Rio e aos três dias do SWU. Iniciante em grandes festivais, não tinha muita noção do que ia encontrar, mas fui tendo a certeza de que não faltaria boa música e isso já era MUITO bom!
Eu não ia no Rock in Rio. Fui deixando pra comprar as entradas mais em cima da hora e no fim, elas acabaram. Mas como sou a pessoa mais sortuda do mundo. Abriu um dia extra com o tipo de música que eu gosto! E eu comprei!
E pra completar a minha sorte, minha amiga desistiu de ir no último dia e me vendeu as entradas. YEAH! Era exatamente o que eu queria. Os dois dias em que eu fazia questão de ir!
Fui com alguns amigos. Ponto! Rola aquela segurança. Você tem em quem se apoiar, sabe que está de boa, rola um suspiro de alívio. Não tive nenhum problema. Curti os shows. Joss Stone me fez chorar! Steve Wonder me fez flutuar.. System of a Down só não me fez pular porque eu não aguentava mais de cansada (confesso que sou muito fraquinha), Baile do Simonal foi tudo de bom, curti ver os Mutantes mesmo sem a Rita, adoro o Tom Zé, mas esperava mais dele, Piti quebrou tudo, gostei do Jeneci, enfim, muita coisa boa!.
O Rock in Rio acabou e deixou aquele gostinho de quero mais. Pensei: agora eu sei que amo os grandes festivais e quero ir todos!

 
Aí vi Lineup do SWU. Não era bem o tipo de som que eu curtia (isso era o que eu pensava)! Eu iria. Mas não sei se moveria “mundos e fundos” (como sempre diz mamãe) pra ver bandas que eu nem conheço direito! Pensei: vou no próximo e tudo bem!
Eis que uma dois dias antes do evento acontece algo inacreditavelmente inesperado! EU GANHO ENTRADA PARA OS TRÊS DIAS! O que eu faço? Meto o pé! Afinal, não é todo dia que a gente ganha entrada pra um mega evento de música. Tive 24 horas pra resolver tudo! E parti. Eu e minha Dani, sem ter onde dormir, sem saber direito como chegar. Foi uma saga. Baldeamos de Angra até Volta Redonda e só lá recebemos a ligação gloriosa! houve uma desistência numa das pousadas que com as quais falamos, e então nós conseguimos lugar pra dormir, depois fomos pra São Paulo, depois para Campinas e então pra Barão Geraldo, o bairro onde nos hospedaríamos!
Até aqui tudo deu certo! E deu mais certo do que eu podia imaginar!
Fiz amigos (bons amigos diga-se de passagem), me diverti, dancei, zoei, me emocionei, vi shows que eu não imaginava que fossem tão maravilhosos, Damian Marley me surpreendeu, Stone Temple Pilotes quebrou tudo, Sonic Youth psicodelizou, Lynyrd Skynyrd viajou, Marcelo D2 me levou de volta aos tempos do Planet, Ultraje a Rigor rasgou, Chris Cornel gastou na própria viagem, Duran Duran me botou pra dançar! Zézé, Quiquito, Peitinho e Dani me proporcionaram o feriado mais lindo dos últimos tempos!!!!
Vi um mundo novo! Vivi momentos inesquecíveis. Senti coisas lindas! Voltei completa.
É muito foda ver tanta gente num mesmo propósito junta! Curtir um som. Objetivo pacífico, bem humorado, empolgante. Vale muito!
O que é festival de rock?
Algo que vale MUITO a pena curtir!!

Próxima parada: LOLLA PALOOZA!!!!!!!


sábado, 15 de outubro de 2011

Arte Paradiso


É bonito como a arte é capaz de invadir a vida de uma pessoa. Ela é capaz de preencher todo o espaço vazio da vida, ocupar todo o tempo que se tem e manter o sorriso no rosto. Não é difícil perceber isso. Todo mundo deve ter um amigo artista, um músico, um ator, um artista plástico, alguém que tem a arte na vida, e que sempre escapa pra ela, se pudesse viveria dela e não abre mão de tê-la por perto.
Cinema Paradiso mostra isso de uma forma muito interessante. Enfatiza não só a força da arte na vida de um amante do cinema, mas também a importância de se ter apoio, de alguém que acredite, que incentive aquele que ama, mas que tem dúvidas se realmente deveria tentar.
Totó tem o apoio do amigo Alfredo, projecionista do Cinema Paradiso, que ensinou tudo que ele sabe, acobertou suas mentiras de criança para ir ao cinema, apoiou seu sonho, sua sede de cinema, aconselhou em tudo que foi possível, foi o incentivo, ou o chute, que ele precisava para correr atrás de seu sonho e alcançar seus objetivos.
Começo falando de amor a arte, passo pela bela a amizade nascida desse amor, que mesmo a distância permanceu viva na memória. Lembranças dos conselhos tão vívidos, tão fortes, dos momentos que só dois amigos são capazes de conhecer. Sentimentos que nunca morrem. Amizade que, graças a um amor comum - o cinema, eternizou-se.
Filme antigo, história atual, sentimento forte, marca profunda, arte sempre viva.





sábado, 8 de outubro de 2011

Silêncio


Talvez o maior segredo do homem.
O que faz um pessoa em silêncio?  
Quais os pensamentos que a assaltam?
Observar uma pessoa em silêncio não é só ver alguém que não está falando. É ver alguém que está dentro de si. Que olha pra dentro, que busca algo no fundo. A grande questão é: o quê ela busca?
Crianças costumam passar pouco tempo em silêncio, e quando o fazem, estão concentradas fazendo algo, mergulhadas numa ação.
Adultos, quando em silêncio, mergulham dentro de si.
Desafio.
Conhecer-se não é tarefa fácil. Ter clareza do que se pensa e sente ou só aceitar que somos uma grande confusão. Que a contradição é uma característica inerente do ser.
No silêncio, a gente aprende mais sobre o que sente, o que pensa, o que quer, o que não quer, mesmo que na prática as coisas sejam diferentes.
Auto-conhecimento é o caminho...


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Elas

     Acontece com todas elas. Primeiro elas começam a olhar os meninos e alguma coisa muda. Não são mais inimigos. Elas até gostam de ficar perto deles. Aí o corpo vai ficando estranho. Algumas partes mudam, o rosto se transforma, e os amigos dos nossos pais começam a chamar a gente de “mocinha”. Palavrinha desagradável quando você 11 anos de idade. Difícil saber o que ou quem você é. Suas bonecas ainda estão lá (no caso de meninas meio menino, ainda estão lá as bolinhas de gude), e você não sabe se brinca com elas ou se vai conversar assuntos de “mocinha” com as suas amigas.
    A mãe já não te deixa mais sair pra brincar só de shorts. E ainda te manda usar sutiã, aquela coisa que aperta, incomoda. Os meninos, na escola, reparam o que você usa debaixo do uniforme, que chato, e ainda ficam zoando.
    O pai começa a ficar meio ressabiado com seus amigos meninos. Fica perguntando se você já tem namorado. Fica reparando em você nas festinhas de aniversário. Implicando porque você está usando batom. Qual o problema, pai?
    E quando você resolve sair sozinha. O MUNDO VAI ACABAR. Eles acham que você é muito jovem pra isso. Mas vivem dizendo que já está bem grandinha pra um monte de coisas, como ter responsabilidade com as suas coisas. Gente louca!
    Mas o mais complicado é o que se passa dentro. Dentro da cabeça dela há um mundo de sonhos, de fantasias, de desejos, de medos, de controvérsias, de interrogações, de objetivos, de sentimentos, de músicas, de pessoas, de lugares, de tanto que nem se pode imaginar.
Duas músicas que traduzem isso de maneira bela e simples...




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ensaio sobre mim ou mil faces


Hoje sou legal e amo muito.
Hoje sou triste e não quero ver ninguém.
Hoje sou inteligente e leio Clarice.
Hoje sou disposto e quero desbravar o mundo.
Hoje sou cantante e gosto de Elza Soares.
Hoje sou quieto e não falo mais do que o necessário.
Hoje sou corajoso e posso enfrentar qualquer coisa.
Hoje sou dorminhoca e me recuso a levantar da cama.
Hoje sou cozinheira e faço pipoca.
Hoje sou internauta e passo meu dia no Facebook.
Hoje sou covarde e afogo minhas mágoas.
Hoje sou medroso e fujo do mundo.
Hoje sou romântico e escrevo cartas de amor.
Hoje sou amiga e ouço o que ela tem a dizer.
Hoje sou saudosa e vejo fotos.
Hoje sou vaidosa e escolho a melhor roupa.
Hoje sou do sol e vou a praia.
Hoje sou solitária e caminho sozinha.
Hoje sou do fogo e compro um isqueiro.
Hoje sou natural e ando nua.
Hoje sou alegre e bebo cerveja para ficar mais.
Hoje sou preguiçosa e assisto TV o dia todo.
Hoje sou do frio e uso casaco.
Hoje sou inspirada e escrevo um livro.
Hoje sou diferente e ouço Beirut.
Hoje sou esportista e jogo queimada.
Hoje sou excêntrica e ouço Ney Matogrosso.
Hoje sou da natureza e tomo banho de cachoeira.
Hoje sou criança e brinco de bolinha de gude.
Hoje sou irritada e rasgo meu livro.
Hoje sou criativo e faço uma caricatura.
Hoje sou artista e pinto a parede.
Hoje sou ociosa e corto papel.
Hoje sou radical e mudo tudo.
Hoje não sei quem sou, e descubro que posso ser o que eu quiser.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Às vezes...



Às vezes palavras
Às vezes gestos
Às vezes pensamentos
Às vezes olhares
Às vezes tristeza
Às vezes felicidade
Às vezes solidão
Às vezes multidão
Às vezes coração
Às vezes razão
Às vezes movimento
Às vezes paralizia
Às vezes arte
Às vezes violência
Às vezes silêncio
Há sempre uma reação

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A necessidade da palavra


Todo mundo precisa falar, precisa se expressar, precisa colocar pra fora o que sente e o que pensa.
Quando a gente tem 11 anos de idade é o nosso querido diário quem nos atura. Tão amigo, tão parceiro, sabe de nossos segredos mais profundos, e nunca conta pra ninguém.
Aos 15 a gente busca alguém com quem falar, alguém que ouve nossos desabafos, nossas opiniões e tudo o que não tem nome, mas a gente fala. É aquela pessoa que se pode chamar de melhor amigo. Te critica quando necessário, mas sempre te apoia.
Mas mesmo assim, aquele gosto de escrever, de se expressar por meio das mãos (seja com caneta, ou com o teclado) parece que não morre. A gente até pode passar um tempo ignorando essa ideia, rasgando os diários, fingindo que não é bem assim, mas o desejo não morre, ele fica lá, esperando uma oportunidade de sair.
E aí, com o advento da tecnologia, alguém, um ser que deve ser lembrado com carinho, inventou o BLOG. Legal essa ideia. Aí você, que como eu, gosta de escrever, resolve colocar lá as suas palavras, esperando do fundo do coração que alguém leia, comente, publique, sei lá!
Resolvi entrar nesse mundo! Quem sabe dá certo!