Ontem eu assisti a um filme chamado Loucos de paixão, filme de 1990 que contava a história de Max, um jovem judeu, de 27 anos, bem sucedido, viúvo, que andava triste, sentindo pena de si mesmo, e que num dia bem inesperado conhece que se apaixonava por Nora, uma garçonete de 43, que também já conhecia a dor de perder alguém que amava, seu filho. Nora, é um pobre, uma típica trabalhadora, sem o menor jeito pra lidar com a classe média alta, a classe a qual Max pertence e que está acostumado a lidar.
Todos os seus amigos vivem a vida esperada, com esposas jovens, filhinhos, trabalhos perfeitos, fazem a social. Mas ele sente vergonha dela, ela não tem educação para lidar com aquelas pessoas, não teria modos pra conversar com eles, ela vive outra realidade.
O filme faz um crítica linda e voraz ao perfeito, ao esperado, ao as pessoas acham que deve ser, ao que nós mesmo passamos a vida acreditando (porque nem sempre nos questionamos, ou não conhecemos nada melhor) que deve ser).
Max conhece uma outra realidade, uma maneira melhor de viver (melhor pra ele, que o faz feliz) - você precisa assistir ao filme pra entender tudo o que acontece - em que toda aquela ostentação da classe média alta, aquela hipocrisia não fazem mais o menor sentido, ele descobre aquilo que algumas pessoas já nascem sabendo, que outras levam uma vida pra descobrir e que outras morrem sem saber: que são as pequenas coisas da vida importam, e que vale a pena ser feliz hoje, vivendo o momento.
A grande vantagem de assistir a filmes assim é que você se pergunta: O que realmente eu quero da minha vida? O que eu vou fazer dela hoje? Por que amanhã?
E pra finalizar, em um momento decisivo do filme, Max faz a seguinte pergunta: Como você sabe quem (ou o que) é perfeito pro outro?

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