segunda-feira, 28 de outubro de 2013

frequência cardíaca





não sei dizer nem pensar direito sobre as complexas relação humanas. as minhas, acredito que como a de todo mundo, não são nada fáceis. sentimentos confusos, bandidos, que me afastam e me aproximam das pessoas, que me machucam, que me alegram, esses estímulos que vem de dentro, nem sempre controláveis, e que possuem a força pra construir e destruir... tudo.
sei que a vida não é linear, não há um sequência prevista de fatos, pelo contrário, cheia de altos e baixos, tá sempre surpreendendo a todos. comigo não poderia ser diferente, dias de bem, dias de mal, de mim para comigo, de mim para com o próximo, do próximo para comigo, tudo junto ao mesmo tempo fazendo da vida esse movimento marítimo que às vezes enjoa, às vezes agrada, às vezes assusta, às vezes encoraja.
mas e nos dias difíceis, e nos dias em que tudo conspirou para a autosabotagem, e falta tudo, menos o peso. o sono não relaxa, o sol não brilha como deveria, a chuva não lava a alma, o sorriso não conforta, o abraço oprime. o peito pesa.
fica só o desejo linearidade, não seria melhor uma vida sem emoções?





sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

a dor

A dor, mais que qualquer outro sentimento, tem o poder de nos fazer refletir a respeito de tudo, do tempo em que vivemos, da atitude que tomamos com relação aos nossos e a nós mesmos, do que queremos e se estamos trabalhando para conseguir. Na dor, por mais que culpemos a um outro, sabendo que nossa é a responsabilidade pelo que pensamos e sentimos, somos capazes de pensar com mais clareza nos erros que cometemos, nas atitudes que podemos (e que na maioria das vezes devemos) mudar, porque é melhor pra gente, porque vai fazer com que um sentimento de satisfação nos domine, um sentimento de dever cumprido, aquele, que quando você percebe que não tá fazendo nada direito, que é um sr humano estático, que não contribui pra melhorar a vida de ninguém, nem a sua própria, some, e você não sabe mais como se sentir útil. Essa dor, assim como muitas outras dores morais, é válida, é capaz de transformar-te num ser humano melhor, desde que permaneça na memória, que seja aproveitada e reciclada, principalmente. Duro é encará-la. Aceitar suas próprias falhas, a responsabilidades de suas “mazelas”, de seus momentos ruins e lutar para melhorar a si próprio e buscar melhorar.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

não sei

é como um bombardeio de informações que vem de dentro. tento não recebê-las, mas tenho a sensação de que elas tem mais força do que eu. e quando paro pra pensar nisso me dou conta de que elas sou eu, e fico confusa, sem saber se sou capaz de controlá-las ou não. ao mesmo tempo em que desejo isso, desejo compreender o que se passa, e se elas sou eu e, se é preciso conhecer-me a mim mesmo, devo oferecer-lhes alguma atenção. mas a tempestade que me causam, a nuvem de sentimentos que não sei definir, hora bons, hora ruins, hora anestésicos me deixam ainda mais sem rumo e sem ação. e acabo sem saber se elas são realmente eu, se eu as comando ou se não sei quem somos. e nessa dúvida infinda continuamos a conviver sem bem nos conhecer como poderíamos, ou deveríamos, e eu continuo refletindo sobre o que fazer com isso.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

experimentar o experimental

viver o que há pra ser vivido, sem olhar pros lados, só sentir de dentro pra fora. inspirar o ar novo, expirar o ar usado, já aproveitado, respirar produtivamente, fazendo do oxigênio energia e não só fonte de sobrevivência, mas alimento pra vida. e fazendo do hábito de absorver o que é bom e expulsar o que não é, exercício constante pra alma. cultivando o bem, o bom e belo. tal é o plano.